sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

S.O.S

Cada um pede socorro de um jeito diferente e oculto... Quase nunca ninguém percebe, ninguém nota as anotações, ninguém importa o importante... É que cada um pede de um jeito, de um feito quase feio de timidez... 

By Camila Passatuto

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Afago Direcionado

Sentimento é coisa sagrada. Coisa que guardo e não dou. Mas se é sagrado deve correr mundo ... Mas se é sagrado, é meu e corre para quem venero. Sentimento é coisa amarga, doce, safada... Coisa que não dou, feitiço que só a uma afaga. 
 
By Camila Passatuto

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Mesa de jantar

Tenho medo da fome de viver; comer muito rápido... se engasgar, se acabar e não perceber, esquecer que tem mais gente para comer. É, eu tenho medo, mas não receio o prato limpo... 
By Camila Passatuto

terça-feira, 23 de novembro de 2010

V

Quando encontramos alguém que desperta nosso lado bom... adormecido por tanto tempo... ficamos com medo, tentamos errar para justificar um suposto engano. Mas não tem jeito, não há erro no mundo diante do encontro certo de almas certas com objetivos certos no tempo certo que desfaça o destino certo.

By Camila Passatuto

sábado, 20 de novembro de 2010

Sobre segredos e poemas.

Sento aqui...
Não consigo versar, tudo que penso colocar na folha não me agrada, não satisfaz, não traz gozo literal, lateral, de quem anda empoeirado de letras miúdas, frases quase nulas de existência caligráfica.
Não consigo contar, um conto, dois contos e perco a conta do que estava querendo. Eu perdi o meio e o fim, não sei se é preguiça incutida na alma de marfim, mas mesmo assim, tento atento e não consigo.
Certa manhã eu tinha poesia, mas não ejaculei...
Outra noite, eu podia puxar a carroça dos poetas e assim ganhar esmolas, migalhas de inspirações, mas depois de tanta estrada, perceberia que eles são da mesma laia desse pobre aqui, nos bolsos nem versos, nem moedas... Procuram pelos caminhos tortos as musas, feias ou belas, boas ou apenas adocicadas.
Outra madrugada e fui caçar musas em florestas virgens, mas percebi que elas não existem para minhas flechas, eu deveria envolver uma, mas isso não nasce verso, apenas ninho cheio de pirralhos que para o meu mudo sono não seria o melhor remédio.
Não consigo versar.
Apenas sento em meu mundo real, acaricio um copo d’água, penso que é uísque... Lanço meu cansado olhar para lá do verde que pinta o horizonte... Do meu lado tem folha, tem tinta... Mas é do outro lado da cidade que as minhas palavras rondam, é em algum olhar pequeno, em alguma pele alva, em algum negro cabelo, em algum grave som, em algum pedaço de mim que aqui não está... É por lá que andam meus versos
... e eu não consigo versar.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Quando não há

Prefiro sair; e na rua assistir pessoas. Andar de metro e fazer meu curta-metragem, olhar aquele garoto drogado e fazer meu documentário, ver aquela menina tímida de minha timidez e fazer uma comédia romântica... Prefiro sair; e na rua assistir minha realidade.
By Camila Passatuto

domingo, 30 de maio de 2010

Poesia/Twitter/Haicai


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Escutei por aí que quem tem o dom ou até mesmo a vontade de escrever deve fazer isso de forma consciente e construtiva. Já escutei gente falando que poesia não leva a nada e que prosa é que mostra quem tem pulso firme.
Eu poderia ficar irritada com o segundo depoimento, mas isso acendeu em mim uma vontade danada de pensar. Pensei muito e não paro de pensar. Então, resolvi colocar no papel tudo o que me passou pela cabeça, tudo o que acho...
Acho que minha opinião é válida, até por demais, eu diria. Não que eu seja uma grande escritora renomada ou algo do tipo, passo até longe disso. Tenho apenas 21 anos (quase 22) ...escrevo desde os 11 anos, quando ainda na escola fundei um jornal alternativo/fora da lei/ e mais que underground, com propósito de informar os alunos do perigo que havia da escola ser fechada por motivos políticos. (informo que a escola não foi fechada, alunos, professores e parte da população lutaram para que tal injustiça não ocorresse). Voltando ao assunto, escrevo desde sempre, com 19 anos construí uma página na internet, o blog Lapiseira e Papel, oficializando minha paixão pela escrita. (nem sei se isso é possível: oficializar paixões). Hoje o blog está um pouco (muito) abandonado por motivos extradesconhecidos, mas em 2007/2008 viveu momentos de êxtase literário. Tudo bem, vou admitir que tenho medo de usar a palavra: literário, mas tenho bala na agulha para arriscar falar isso (eu acho). Hoje possuo cinco blogs, no Lapiseira e Papel até o momento estão postados cerca de 47 poemas. Estou esclarecendo e informando certas coisas para poder desenvolver o assunto que tanto não me deixa em paz.
Escrever poemas não é uma coisa simples, mas não vou dizer que é tarefa difícil para mim, não posso cair na humildade hipócrita e mentirosa. Tenho facilidade nos versos, no ritmo e no tapa na cara. Mas voltando, quero dizer aqui que fazer poesia exige muito. É como pintar um quadro, precisamos de muito conteúdo, saber que tinta usar, conhecer as cores, suas várias combinações, estudar e compreender todas as escolas artísticas, literárias, ter estilo e tantas outras coisas.
Pode ter certeza que quando surge uma poesia de minha autoria em qualquer um de meus blogs, não foi apenas explosão de inspiração. Por trás de cada texto, cada poema, cada frase, existe muito estudo. Mas não se engane com a palavra: estudo.
Um artista não se faz apenas de livros. Muitas vezes é preciso estudar uma dor, uma perda, uma raiva... Estudar melhor sua mulher, cada poro, a maciez dos lábios, o que é quente por entre as pernas... Estudar o carinho de uma criança e a voz de um idoso.
É necessário muito estudo para ser poeta.
Mas e sentimento?
Um dia, lembro-me bem, foi no ano de 2007, uma colega de faculdade fez para mim a seguinte pergunta: “Camila, você escreve o que você sente?”. Naquela época estava transbordando angústia de meus olhos, a resposta foi: “Escrevo porque sinto muito, não me pergunte mais nada, apenas leia.”
Aquele sentir muito na minha resposta, incutido no contexto, parecia um lamentar muito. Mas não era isso que a alma queria falar. Escrevo quando os sentimentos estão explosivos. Algumas pessoas podem falar que é escrita de desabafo, mas arrebato, falo que sentimento em mim é trabalhado, então, é quase manipulação de sentir.
O ato da escrita é orgasmático. Junta-se conhecimento, sentimento e entendimento.
Sei que existem por aí pessoas que apenas escrevem, são simples, não possuem rituais ou coisas do tipo.
Só queria expor uma, das várias formas que devem existir, de “construção elaborada da escrita”. Não pense que esse texto é para me autoafirmar, quem me conhece, ou melhor, conhece minha escrita, sabe que isso não se faz necessário. Mas seguir e concluir o pensamento essa base se torna essencial.
Outro ponto que queria citar é a brevidade de alguns textos, poemas e autores.
Algum tempo atrás conheci por meio do Twitter alguns novos escritores de haicais, também pude tomar conhecimento de certos estilos e postagens de textos breves, selecionados em tags como: #curtaconto #miniconto #microconto.
Encantei-me com essas tais iniciativas que surgiram na rede social Twitter que permite apenas as postagens de 140 caracteres por vez. Tornar uma rede social que aparentemente parece tão sem sentido e fútil em algo que promove e incentiva a produção escrita é mágico (como diria uma pessoa especial).
Não vou falar de qualidade geral do que é produzido, mas existem bons escritores no meio.
Já ouvi criticas contra o #curtaconto #miniconto #microconto, fiquei pensando com os meus botões, as pessoas reclamam demais, isso é um fato lamentável, lamentável quando as reclamações atacam algo produtivo. Não sejamos tão tradicionais e nem extremistas. A escrita prolongada, minuciosa, detalhista, dissertativa não irá sumir, nem perde peso ou coisas do tipo. Só que nos deram espaço, pequeno, mas deram, então, fizemos breves textos.
Pode me perguntar se é um tipo de revolução literária. Bom, não deixa de ser. A brevidade esta em alta e deve ganhar mais espaço, não duvide.
Vejo muitos concursos de microcontos, frases e coisas do tipo.
As pessoas não estão deixando de ler livros, blogs com textos extensos? Creio que não, pois quem tem o hábito da leitura, sempre estará a ler, seja grande ou pequeno o conteúdo.
Quem escreve haicais e microcontos (com qualidade) eu comparo com os fotógrafos que são apaixonados por fotos em macro. Uma foto panorâmica seria livro, você pode olhar milhares de componentes e depois de um tempo concluir seu pensamento, a foto panorâmica encanta por sua extensão, mas a macro é no ponto, é detalhista, está afinco no detalhe, é direta...
Haicais e microcontos... é isso, entende?
E não venha me dizer que qualquer um pode fazê-los. Pois, quem “lê” sabe se a foto foi tirada no automático ou trabalhada no manual.
Pois é, é assim. Tudo parece ser tão simples quando lido com os olhos rápidos e desajeitados.
Escrever é trabalho árduo.
Quem escreve e sabe disso pode ter certeza que deixa na boca de quem lê um sabor suave, aquele de quem acaba de ler algo bom, gostoso...

By Camila Passatuto

domingo, 9 de maio de 2010

Rua

Corre rua, leva para longe o meu destino

Deixe para os tristes apenas guias rasas...

Corre rua, cruze minhas pernas, me faça queda

E os tristes irão nos assistir fugir, cair, fugir.


Rua das vielas escuras, dos becos molhados

Guarde para mim um canto quente e seguro.

Rua das desgraças afiadas em lamentos sutis,

Abraça-me com seus mistérios, guarda-me de mim...


Rua em suma presença dos negros vultos

Seja minha mãe e embale meu corpo com carinho,

Proteja-me de meus desejos e me leve por você, por você

E os tristes... Esses irão nos assisti cair, fugir...



By Camila Passatuto

sábado, 8 de maio de 2010

Calma Minha

Estive por algum tempo reparando a situação.
As pessoas andam estranhas, talvez seja culpa minha... Mas também não tenho culpa de não entender pessoas. Oras!
Existem pessoas que gostam de confusão. Qualquer ação é motivo, qualquer respiro errado é um tiro, cuidado!
Mas fico me corroendo, pois motivos vãos são esses.
Olho para mim e pergunto: o que te faz guerrear?
Ah, Camila! A injustiça.
Sim, injustiça comigo e com qualquer outra pessoa, até mesmo injustiça com inimigo me faz revoltar.
E tem gente brigando por louça na pia, tem gente se mordendo por uma semana de atraso, tem gente pensando que o mundo gira em torno de suas preocupações, mas... E o que eu tenho a ver com isso? E se for eu a culpada dos pratos sujos, do atraso e das preocupações... Tem como ver que não me importo? Não!
As pessoas sempre vão preferir a confusão, não sei, é tão mais fácil esquecer...
Tem gente que está reclamando porque escrevo. Sim!
Não pode mais escrever do jeito que se quer escrever. Tem gente falando que é lixo tudo isso.
Ah! Que seja.
Ando mesmo em meio a muito lixo e vou escrevendo. Emociono alguns, causo náuseas em outros, mas o mundo precisa disso.
Tem gente reclamando demais.
Cuidado!
Estão de nariz torcido com meus poemas, meus textos e frases.
Estive por algum tempo reparando a situação.
As pessoas andam estranhas, talvez seja culpa minha... Mas também não tenho culpa de não entender pessoas. Oras!
Estão querendo mais confusão, mas eu sou assim...
Quando escrevo, parece que estou no botequim, tudo tão manso... Mesmo que eu fale da mais profunda dor.
Tem gente querendo confusão com poeta, mas tome cuidado. Vocês têm o poder de reclamar e eu tenho o poder de todo o resto...

By Camila Passatuto

Mistura minha

Sou a mistura do típico caipira paulista,
Do malandro carioca e
Do relax mineirinho...
Sou cheio de jeitinho.

By Camila Passatuto

Simples Literatura

Vamos escrever.
Mesa de bar, cada um sem par, pega caneta, rabisca uma palavra...
Vamos escrever, só isso.

By Camila Passatuto

Chuva

Estava correndo,
Estava era chovendo...
Não do céu caía água,
Mas dos olhos.

Estava chovendo.

By Camila Passatuto

domingo, 11 de abril de 2010

Ei, hippie, vai um samba?

Gosto de me afogar em The Doors.
Depois passar pela suavidade de Joan Baez.
E deixar a mente solta para sentir o som do ex-pink floyd, Syd Barrett.
Sem economizar vontade, me perco pelas letras de Russo...o Renato.
The Cure desperta um querer estranho...aumento o som e The Funeral Party faz arrepiar.
Quando desejo nostalgia transbordando, Soundgarden e Garotos Podres na agulha.
Gary Moore faz o corpo querer mexer, mas é Little Richard com Lucille que realiza isso com excelência.

E quando sinto uma alegria triste...esse sentimento difuso, para não dizer difícil, de entender. Eu procuro um som camarada, com aquele sorriso de canto e olhos perdidos.

Ei, hippie, vai um samba?





By Camila Passatuto

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Beba e Leia.

O quinto blog está no ar.

O processo é o mesmo:
Surge um projeto distinto e preciso de um novo espaço.

Lapiseira e Papel surgiu no meio de muita confusão, tomou um rumo que me surpreendeu muito. Cativo, sombrio, quente e talentoso. É assim que descrevo esse filho. Seu conteúdo é o que de mais poético consigo produzir. Tudo com a essência devastadora vai para esse blog.
Outra Máscara é o blog que me dá uma liberdade gigantesca de produzir, lá vai texto, poesia, texto com poesia, monólogos e paz. Sim, Outra Máscara é o lugar aonde busco a paz em momentos que a vida moderna tenta me engolir pelos pés.
Descaso C. , lugarzinho gostoso. Política, comportamento, análises do mundo contemporâneo, do homem moderno e da própria vida. O título segue em uma ironia silenciosa, assim como meus textos presentes nesse blog. O leitor desatento pode perder o que de mais provocante se consome nas entrelinhas.
Legião Umbanda é um blog que exige muito de mim, não possui muitos textos publicados, porém na ante-sala muitos estão esperando. Essa demora para as publicações se dá pelo estudo detalhado que tenho que fazer. Leitura intensa sobre o assunto, pois o blog tem a proposta de poetizar sobre religião e não posso me dar ao luxo de falar baboseiras.

Poesia com Café
vem com o intuito de ser um bate-papo no pub, no boteco, na cozinha de casa, ou na mesa do pc.

Porque poesia é assim
Feita não só de palavras
Mas de um licor estranho
Pode ser vinho
Cerveja
Mel

Não importa
Poesia com Café.



By Camila Passatuto

Bloqueando a seleção de texto em um site



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